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D. João I depositando as armas no altar de Nossa Senhora da Oliveira depois da Batalha de Aljubarrota

 

Dom João I depositando as suas armas no altar de Nossa Senhora da Oliveira depois da Batalha de Aljubarrota

Autor: Frei Manuel dos Reis

Data: 1665

Material: Óleo sobre tela

Dimensões (cm): alt. 174 x larg. 152

Proveniência: Guimarães, Igreja de Nossa Senhora da Oliveira

N.º de Inventário: MAS P  52

Nesta tela Dom João I apresenta-se como peregrino, descalço e de joelhos perante o altar da Senhora da Oliveira, agradecendo a vitória obtida na Batalha de Aljubarrota. No altar encontram-se depositadas as suas armas. Junto ao rei estão diversas figuras que poderão retratar membros do cabido da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira de então, entre as quais uma com óculos que poderá ser o próprio prior encomendante, Dom Diogo Lobo da Silveira.

Esta tela do século XVII foi encomendada, em conjunto com outras três (MAS P 50, MAS P 51 e MAS P 53), ao frade-pintor Manuel dos Reis pelo prior da Colegiada já mencionado. A intenção ao encomendá-las era a de formar um grande retábulo para decorar o altar-mor da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira. Dom Diogo Lobo da Silveira queria, depois dos sessenta anos de domínio filipino e logo após a guerra da Restauração, propagandear os feitos dos portugueses e estimular o sentimento patriótico.

As quatro pinturas que constituíam o retábulo tinham representados dois reis fulcrais na História de Portugal: Dom Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, e Dom João I, o primeiro rei da segunda dinastia. Funcionavam estas pinturas como ex-votos políticos, isto é, ofertas de agradecimento a Nossa Senhora da Oliveira pela Sua intercessão em momentos difíceis vividos pelos portugueses. É importante salientar que estas pinturas narram um episódio histórico do século XIV, mas foram pintadas três séculos mais tarde, no século XVII, por isso, há um certo anacronismo, o que significa que as personagens não estão vestidas à moda do século XIV, mas sim à moda do século XVII, época em o pintor viveu.