Horário: De terça a domingo, das 10h00 às 18h00

Rua Alfredo Guimarães

4800-407 Guimarães

São Tomé

 

São Tomé

Autor: Desconhecido

Data: Século XVI

Material: Calcário policromado

Dimensões (cm): alt. 73,5 x larg. 26,5 x prof. 20,5

Proveniência: Desconhecida

N.º de Inventário: MAS E 109

Imagem de São Tomé, descalço, com barba e cabelos compridos, envergando uma veste longa, em tons de vermelho, presa à cintura por um cinto, e sobre a qual cai um manto em tons de verde. Apresenta como atributos uma lança, alusão ao instrumento do seu martírio, e um cinto, alusão à sua incredulidade face à Assunção da Virgem. Na mão esquerda segura um livro.

Tomé foi pescador na Galileia e tornou-se discípulo de Cristo.

Os dois traços mais populares da sua vida são a incredulidade e o seu apostolado na Índia.

A sua incredulidade manifesta-se por duas vezes. No primeiro episódio, Tomé recusa-se a acreditar na Ressurreição de Jesus (Jo 20, 24 – 29); no segundo episódio, puramente lendário, o apóstolo nega-se a acreditar na Assumção da Virgem e, por isso, faz com que abram o Seu túmulo, que encontram cheio de flores. A Virgem, no alto do céu, desaperta o Seu cinto e deixa-o cair nas mãos de Tomé.

A incredulidade de São Tomé fez com que se tornasse no santo patrono dos juízes, que, na sua profissão, têm o dever de ser cuidadosos nas suas decisões, de fazer a crítica dos testemunhos.