Horário: De terça a domingo, das 10h00 às 18h00

Rua Alfredo Guimarães

4800-407 Guimarães

Tríptico da Natividade

 

Tríptico da Natividade

Autor: Desconhecido

Data: Século XIV, final – Século XV, início

Material: Prata dourada e esmalte

Dimensões (cm): alt. 135 x larg. 175

Proveniência: Guimarães, Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira

N.º de Inventário: MAS O 52

O Tríptico da Natividade, também designado de retábulo ou presépio, é uma das peças mais emblemáticas do Museu de Alberto Sampaio.

É um tríptico retangular em prata dourada, constituído por um painel central e dois volantes laterais, e encaixado numa estrutura de madeira de cedro.

O painel central divide-se em dois níveis: o superior apresenta uma estrutura arquitetónica e o inferior é ocupado com a representação do Nascimento do Menino Jesus.

Nos volantes deste tríptico estão representados quatro episódios relacionados com o Nascimento do Menino Jesus: Anunciação à Virgem, Anunciação aos Pastores, Adoração dos Reis Magos e a Apresentação do Menino no Templo.

Foi oferecido pelo rei Dom João I a Santa Maria da Oliveira, em sinal de gratidão pela vitória alcançada na Batalha de Aljubarrota. Estamos, assim, perante um histórico e esplendoroso ex-voto.

Apesar de dois anjos segurarem o brasão de armas de Dom João I, há duas versões para a origem desta peça: uma diz que o rei Dom João I se pesou, ofereceu o seu peso em prata e mandou fabricar este presépio e outras peças; e a outra defende que o tríptico pertencia ao rei Dom João I de Castela e que lhe foi tomado como um despojo na Batalha de Aljubarrota.

Peça muito prezada pelos cónegos, este tríptico era exposto sobre o altar durante a festividade do Natal e estava presente no exterior do templo, nas cerimónias comemorativas de 14 de agosto de 1385. No século XV, foi remido pelo cabido da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, para evitar que fosse tomado e mandado fundir por Afonso V.

Esta peça de ourivesaria está classificada como Tesouro Nacional.