Horário: Terça a domingo, das 10h00 às 18h00

“A Persistência do Sopro na Arquitetura Antiga” é o nome da instalação da autoria de Rui Souza que pode ser ouvida no claustro até 14 de junho.

A ideia parte de gravações de órgão de tubos ibérico e visa melhor perceber a relação entre som, ar e espaço arquitetónico. Segundo o autor, o trabalho “desloca o órgão do seu corpo físico e reinscreve o seu sopro na própria arquitetura, transformando o espaço num campo de ressonância”. Entre reverberação, silêncio e matéria, o som percorre as arcadas e superfícies de pedra, revelando uma acústica latente que pertence tanto ao instrumento quanto ao lugar.

A instalação propõe assim “uma escuta expandida, não apenas da música, mas da arquitetura enquanto dispositivo vivo”. Para vivenciar no claustro, durante a visita ao Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães.

 

Nota Biográfica – Rui Souza

Criador do projeto Dada Garbeck, Rui Souza já tocou um pouco por todo o mundo, sobretudo como compositor para teatro. Destaca-se também o trabalho de composição que fez para orquestra em Nova Iorque, assim como todos os trabalhos de criação com a comunidade a convite da Câmara Municipal de Guimarães, assim como do 23 Milhas. Destacado pela crítica como um dos músicos experimentais portugueses mais interessantes, destaca-se também como investigador de música experimental para órgão de tubos ibérico em simbiose com sintetizadores analógicos. Com Dada Garbeck já percorreu alguns dos mais emblemáticos festivais de músicas portugueses, com a crítica a destacar o projeto como o Projeto Revelação 2019 em Portugal. De destacar também o seu envolvimento em projetos de comunidade, como é o caso da Outra Voz, em Guimarães, o Corpo Metropolitano, no Porto, e a ODE, em Braga.