Eventos
A programação cultural do Palacete de Santiago abre o ano de 2026 com uma exposição de André Marques e Fernando Lobo, no âmbito do GMR Project Room. A inauguração está marcada para o dia 22 de janeiro, às 17h00.
Nesta exposição/instalação, intitulada “O tempo para o barómetro”, o público poderá encontrar escultura, desenho e vídeo, mas também uma esfera performativa.
Entre muitos outros objetos, existirá na sala de exposição um livro aberto sobre um plinto, cuja leitura artística resultará da integração das duas perspetivas autorais. Através do encontro entre as suas diferentes linguagens e contextos, os dois jovens artistas vão tentar “produzir afinidades e analogias” através de elementos que diferem formal e plasticamente, segundo o Project Room.
Notas biográficas
Fernando Lobo (22 de julho, 1960) é poeta, artista plástico, ator e ceramista. Já viveu em Lisboa, Montemor-o-Velho, Coimbra e em Itália. Atualmente, vive e trabalha em Guimarães. Desenvolveu várias exposições de pintura. Publicou um livro de poesia, editado pela quasi, “No chão das palavras”. Desenhou a capa do livro “O fado de Coimbra”, de Carlo Giacobe. Colaborou com as companhias de teatro “Encerrado para Obras” e “Marionet”. Produziu vários cartazes. Foi assistente de encenação, autor do cartaz e colaborador no processo criativo na peça “O capuchinho mau e o lobo verde”, com a “Marionet”. Adaptou ainda um texto para o CITAC, Companhia Universitária de Coimbra. Participou no “Tedex Coimbra”, sob a temática da Arte como instrumento de liberdade. É autor de um dos temas dos Pensão flor, do Álbum Sul, da banda de Coimbra. Interveio num livro de fotografia de Susana Paiva. Presentemente, expõe roupa pintada e desenhada no Quarto das Artes, em Guimarães, e é representado pela Galeria 9 Séculos em Guimarães.
André Marques (Guimarães, 1998) é artista plástico e professor de Desenho e de Pintura. Licenciado e mestre em Artes Plásticas pela FBAUP, iniciou a sua carreira expositiva em 2015 no Museu Nacional Soares dos Reis. Participou em diversas exposições, destacando-se a individual “And if a double decker bus crashes into us (to die by your side)” (2022) no Palacete de Santiago, em Guimarães. A nível internacional, integrou o Projeto MAP – Territórios Intertextuais (2021-2022), com mostras em Lisboa, Múrcia e Argentina. Participou em exposições como “Por um Fio” (2022), as últimas edições de “Trees Outside the Academy”, ou o V Volume do Coletivo Corrente de Ar. Em 2023, espoletou a instalação colaborativa “Wallpaper”, ativando uma conversa num wc público, a partir da instalação de uma parede de post it e canetas/lápis. Em 2026, volta a expor individualmente, em Teo, com “Nenhum Alfabeto”, onde cruza desenho e linguagem, a partir da ideia de analogia, ideias presentes na sua investigação. Fez parte de eventos culturais como 2012 – Guimarães, Capital Europeia da Cultura, enquanto embaixador da freguesia de S. Paio, da “Montra/Mostra Territorial Artística” (2020), nas Festas Gualterianas em contexto pandémico, e “Abril” – Projeto no âmbito das comemorações dos 50anos do 25 de Abril (2024).